Se busco o desconhecido, não quero surpresa alguma ao fim do caminho. Não sei o que desejo, e disso posso falar com certeza. Mas bem sei não ser tudo capaz de me aplacar.
Quebro um espelho, afasto um eu outro, purifico-me.
Carrego reflexos em meu ser, que há muito me assustam, onde não me reconheço. Então os afasto e quebro espelhos e meu sangue que tinge os estilhaços não me deixa esquecer que fui eu (e por isso mesmo dói).
Busco por minha alma como quem atravessa um deserto, destruindo o que não lhe pertence, caminhando, cada vez mais leve, perde-se em oásis, seduzido por uma brisa breve, mas a sensação de ilha, permanece.
Ser ilha, estar no deserto, é olhar no infinito e dentro. É o só solistência de que nos fala Rosa, é o confronto adiado, a revelação temida.